Consulta para impacto femoroacetabular: o que perguntar ao médico
Postado em: 10/02/2026

Atualizado em 9 de outubro de 2026. Texto de Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639.
Em resumo
A consulta para impacto femoroacetabular rende mais quando você chega com a história da dor anotada, os exames de imagem que já fez e as dúvidas escritas. O ortopedista une sintomas, exame físico e imagem para chegar ao diagnóstico, e a conversa define os próximos passos do tratamento.
Neste artigo
Quem sente dor no quadril e suspeita de impacto femoroacetabular costuma chegar ao consultório com mais dúvidas do que respostas. Saber o que anotar, o que levar e o que perguntar ajuda o ortopedista a entender o seu caso e deixa a conversa mais clara para você.
Quais sintomas vale anotar antes da consulta?
O impacto femoroacetabular, conhecido pela sigla IFA, é uma condição em que há contato anormal entre a cabeça do fêmur, o osso da coxa, e o acetábulo, o encaixe do quadril. Esse atrito pode causar dor e limitar o movimento, e os sintomas variam de pessoa para pessoa.
Antes da consulta, anote o que você sente e em que situação. A queixa mais comum é a dor na virilha ou na frente do quadril ao flexionar ou girar a perna, e ela pode aparecer ao agachar, ao subir escadas ou depois de ficar muito tempo sentado. Há quem relate estalos ou sensação de travamento, rigidez que atrapalha tarefas simples, como levantar de uma cadeira, e desconforto depois de correr, caminhar ou treinar. O texto sobre os sinais iniciais do impacto femoroacetabular mostra como esses sintomas aparecem no dia a dia.
Como se preparar para a consulta?
Chegar com as informações organizadas dá ao ortopedista mais tempo para o que importa, que é examinar o quadril e conversar sobre o seu caso. Anote quando a dor começou, com que frequência aparece e quais movimentos ou atividades a provocam ou a aliviam.
Descreva também o que a dor atrapalha na rotina, como dirigir, caminhar, treinar ou dormir de lado, e conte se houve queda, trauma ou cirurgia anterior no quadril. Leve os exames de imagem que já tiver, como radiografia e ressonância, e a lista dos medicamentos que você usa. Se você já passou por outro médico ou por um fisioterapeuta, leve o relato do que foi feito e do que mudou.
Quais perguntas fazer ao ortopedista?
Escrever as dúvidas antes evita sair da consulta com a sensação de que ficou algo por perguntar. Estas são as que costumam orientar a conversa.
Sobre o diagnóstico
Peça ao ortopedista que explique o que ele encontrou no exame físico e nas imagens e se esses achados explicam a sua dor. Pergunte se outras condições podem causar os mesmos sintomas, como problemas nos tendões, no lábio da articulação ou na coluna, e se ainda faltam exames para fechar o quadro.
Sobre o tratamento
Pergunte quais são as opções para o seu caso, do tratamento sem cirurgia às alternativas cirúrgicas, o que cada uma pode oferecer e quais são os riscos. Pergunte também como o ortopedista decide a hora de mudar de caminho e, se a cirurgia for mencionada, o que a indica no seu caso e o que acontece se você optar por esperar.
Sobre a rotina e o acompanhamento
Pergunte o que você pode e o que deve evitar enquanto trata, se precisa ajustar o treino ou o trabalho e quando será a próxima avaliação. Pergunte ainda que sinais de piora justificam voltar antes do retorno marcado.
O exame de imagem sozinho confirma o impacto femoroacetabular?
Não. A consulta para impacto femoroacetabular tem limites que um texto não resolve. A mesma dor no quadril pode vir da coluna, dos músculos ou de outra doença da articulação, e só o exame clínico junto com a imagem mostra se o impacto é a causa. A decisão é do ortopedista, com o paciente.
O Acordo de Warwick, consenso internacional publicado no British Journal of Sports Medicine, em inglês, afirma que, para chegar ao diagnóstico de impacto femoroacetabular, o paciente deve ter sintomas compatíveis, sinais positivos no exame físico e achados nos exames de imagem.
Na prática, o ortopedista começa pela conversa e pelo exame físico, com manobras que movimentam o quadril para ver se reproduzem a dor. Depois pode pedir radiografia, que mostra o formato dos ossos, ressonância magnética, que avalia a cartilagem e o lábio, e, em alguns casos, tomografia. O texto sobre os exames para lesões esportivas no quadril explica o que cada um avalia.
O tratamento começa sempre pela cirurgia?
Não. Em muitos casos a conduta começa sem operação, com ajuste das atividades que provocam os sintomas, medicamentos orientados pelo médico e fisioterapia para trabalhar a mobilidade e a força dos músculos do quadril. O ortopedista acompanha a resposta e revê o plano quando necessário.
A cirurgia, em geral por artroscopia do quadril, é discutida quando os sintomas persistem apesar do tratamento ou quando os exames mostram lesão dentro da articulação. O texto sobre a cirurgia do impacto femoroacetabular explica como essa decisão costuma ser tomada.
Quando procurar um ortopedista?
Procure avaliação quando a dor na virilha ou na frente do quadril se repete ao agachar, girar o corpo ou ficar sentado, ou quando estalos, rigidez ou travamento limitam a rotina, o treino ou o trabalho. Dor súbita e intensa depois de uma queda, com dificuldade de apoiar o peso na perna, pede atendimento de urgência.
Perguntas frequentes
Preciso levar exames de imagem para a primeira consulta?
Se você já tem radiografia, ressonância ou tomografia do quadril, leve os laudos e, quando possível, as imagens. Se não tiver nenhum exame, a consulta pode acontecer assim mesmo, e o ortopedista decide, depois do exame físico, quais exames ajudam a esclarecer o caso.
A dor só aparece em alguns movimentos. Vale marcar a consulta?
Vale. A dor que se repete em movimentos como agachar, girar ou ficar sentado merece avaliação, mesmo que passe depois. Anotar quais movimentos provocam a dor ajuda o ortopedista a investigar a causa.
O ortopedista vai indicar cirurgia já na primeira consulta?
A primeira consulta serve para ouvir a história, examinar o quadril e analisar os exames. A cirurgia costuma ser discutida quando o quadro justifica, depois de avaliadas as opções sem operação, e a decisão é compartilhada com o paciente.
Avaliação ortopédica do quadril em Moema
Se você suspeita de impacto femoroacetabular e quer entender o que causa a sua dor, a consulta é o primeiro passo, com conversa, exame físico e análise dos exames que você já tiver. O Dr. Gustavo Martins Fontes, ortopedista (RQE 64639) com foco em cirurgia de quadril, ouve a sua história, examina o quadril e explica as opções, com seus benefícios e riscos. O atendimento é em Moema, em São Paulo, e você pode agendar sua consulta pelo site. Leve os exames de imagem que já tiver.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639 · Área de atuação em Dor, RQE 646391
