Identificando a pubalgia: quando procurar um ortopedista?
Postado em: 08/12/2025

Atualizado em 8 de outubro de 2026.
A dor na virilha após corrida, treino intenso ou movimentos simples do dia a dia pode até parecer cansaço muscular, mas quando persiste ou limita atividades básicas, é importante investigar.
A pubalgia, uma inflamação na sínfise púbica, surge de forma gradual e pode comprometer a caminhada, a prática esportiva e até tarefas do cotidiano.
Reconhecer os primeiros sinais e buscar um ortopedista com foco em quadril ajuda a orientar o tratamento desde o início.
O que é pubalgia?
A pubalgia é uma inflamação da sínfise púbica, articulação localizada no centro da pelve que estabiliza o tronco e as pernas.
Quando há sobrecarga, desequilíbrio muscular ou aumento súbito da intensidade dos treinos, essa articulação sofre microlesões que desencadeiam dor e limitação progressiva.
Alterações biomecânicas, como impacto femoroacetabular, artrose do quadril, hérnia inguinal ou instabilidade pélvica, também podem contribuir para o quadro. Por isso, a avaliação considera não apenas o local da dor, mas todo o contexto funcional do paciente.
Principais causas da pubalgia
A pubalgia costuma ter origem multifatorial. Entre as causas mais comuns, destacam-se:
- Sobrecarga esportiva: frequente em esportes com chutes, arrancadas e mudanças rápidas de direção, como futebol, corrida, tênis, basquete e artes marciais;
- Desequilíbrio muscular: core enfraquecido e adutores sobrecarregados aumentam a tensão sobre a sínfise púbica;
- Alterações articulares do quadril: modificam a mecânica da pelve e redistribuem cargas de forma inadequada;
- Traumas e cirurgias pélvicas: podem comprometer a estabilidade local;
- Gravidez: alterações hormonais e do alinhamento pélvico podem gerar dor púbica temporária.
Sintomas: como reconhecer a pubalgia?
O sintoma mais típico é dor na virilha, podendo irradiar para:
- Parte inferior do abdômen;
- Região interna das coxas;
- Área púbica, com sensação de peso ou queimação.
A dor tende a piorar em situações como:
- Correr, chutar ou mudar de direção;
- Subir escadas ou agachar;
- Apoiar o peso em uma perna;
- Deitar-se de lado em superfícies rígidas.
Nos casos avançados, podem surgir rigidez, perda de mobilidade e dificuldade de retomar o ritmo esportivo.
Como é feito o diagnóstico da pubalgia?
O diagnóstico deve ser realizado por um ortopedista com foco em quadril, já que diferentes condições podem provocar dor semelhante.
A avaliação inclui:
- Histórico detalhado: início da dor, atividades que agravam os sintomas e eventuais traumas;
- Exame físico: testes para adutores, core, mobilidade do quadril e sensibilidade da sínfise púbica;
- Imagens auxiliares:
- Raio-X: avalia estruturas ósseas;
- Ressonância magnética: identifica inflamação e lesões associadas;
- Ultrassom ou tomografia: usados em casos específicos.
- Raio-X: avalia estruturas ósseas;
O objetivo é confirmar o diagnóstico, identificar fatores agravantes e orientar o plano de tratamento.
Tratamentos para pubalgia: do conservador ao cirúrgico
O tratamento da pubalgia costuma começar pela abordagem conservadora, definida pelo ortopedista conforme cada caso.
Tratamento conservador
- Adaptação da carga esportiva: reduzir a intensidade temporariamente;
- Medidas anti-inflamatórias: gelo, ajustes posturais e medicações prescritas;
- Fisioterapia especializada: foco em:
- Fortalecimento do core;
- Equilíbrio entre adutores e abdutores;
- Mobilidade e estabilidade pélvica;
- Correção de padrões de movimento.
- Fortalecimento do core;
O tempo de melhora varia conforme o quadro, agudo ou crônico, com progressão gradual e retorno programado ao esporte.
Quando a cirurgia é considerada?
Indicada apenas quando:
- Os sintomas persistem após meses de tratamento;
- Há limitação importante para caminhar ou treinar;
- Os exames mostram alterações estruturais que justificam o procedimento.
A cirurgia busca restaurar o equilíbrio da pelve e pode ser realizada por técnicas convencionais ou minimamente invasivas. A fisioterapia pós-operatória é parte importante do retorno seguro às atividades.
Quando procurar um ortopedista com foco em quadril?
Procure avaliação de um ortopedista com foco em quadril se houver:
- Dor na virilha que persiste por semanas;
- Dor que retorna sempre que os treinos aumentam;
- Dificuldade para caminhar, subir escadas ou agachar;
- Sensação de fraqueza, instabilidade ou limitação do quadril;
- Irradiação da dor para baixo-ventre ou parte interna da coxa;
- Histórico de lesões esportivas ou cirurgias pélvicas.
O diagnóstico precoce permite que o ortopedista oriente o tratamento mais cedo, e cada caso evolui de forma diferente.
Perguntas frequentes sobre pubalgia
1) Pubalgia e hérnia inguinal são a mesma coisa?
Não. A pubalgia afeta a sínfise púbica; a hérnia inguinal envolve protrusão de tecidos através da parede da virilha. Os tratamentos são distintos.
2) Pubalgia pode voltar depois de tratada?
Sim, principalmente se o retorno ao esporte acontecer sem correção dos desequilíbrios musculares. Manter fortalecimento e progressão adequada reduz o risco de recidiva.
3) Quem tem pubalgia pode continuar treinando?
Depende da fase. Em quadros leves, é possível adaptar treinos. Em fases agudas, pode ser necessário reduzir ou pausar exercícios até que a reabilitação avance.
Cuidar da dor hoje evita limitações no futuro
A pubalgia tem tratamento, e o diagnóstico cedo ajuda o ortopedista a orientar o cuidado desde o início. Se você sente dor na virilha ou dificuldade para caminhar ou treinar, procure um ortopedista com foco em quadril.
O Dr. Gustavo Martins Fontes faz uma avaliação cuidadosa e monta um plano individualizado para pubalgia e outras dores da região. Agende sua consulta e retome suas atividades com segurança.
Dr. Gustavo Martins Fontes
MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639
Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639 · Área de atuação em Dor, RQE 646391
