Como a osteonecrose do quadril pode afetar jovens e adultos?

Postado em: 08/01/2026

Como a osteonecrose do quadril pode afetar jovens e adultos
Como a osteonecrose do quadril pode afetar jovens e adultos? 2

Atualizado em 9 de outubro de 2026. Texto de Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639.

Em resumo

A osteonecrose do quadril afeta jovens e adultos porque nasce de uma falha no fluxo de sangue para a cabeça do fêmur, e não do desgaste da idade. Sem irrigação, o osso perde resistência e pode colapsar. Traumas, corticoides, álcool em excesso e algumas doenças aumentam o risco, e a avaliação ortopédica define o estágio e o caminho.

Descobrir que a dor no quadril vem de uma doença no osso costuma surpreender quem ainda é jovem e ativo. A osteonecrose não escolhe só quem tem muitos anos de vida, e entender o que a provoca ajuda a reconhecer os sinais e a procurar avaliação no tempo certo.

O que acontece no osso na osteonecrose do quadril?

A osteonecrose do quadril, também chamada de necrose avascular ou necrose asséptica, ocorre quando o fluxo de sangue para a cabeça do fêmur, a parte arredondada do osso da coxa, é interrompido. Sem sangue, as células do osso morrem, a região perde resistência e, com o tempo, pode afundar.

Quando a cabeça do fêmur perde o formato, a cartilagem que reveste a articulação também sofre, e o quadril passa a se desgastar.

A osteonecrose do quadril só atinge quem tem mais idade?

Não. A doença pode aparecer em adultos de diferentes idades, inclusive em jovens, porque depende do que interrompe a circulação do osso, e não do número de anos vividos. Em quem é jovem, o impacto costuma ser grande sobre o trabalho, o lazer e o esporte, já que a dor e a limitação de movimento surgem numa fase da vida de muita atividade.

Quais fatores aumentam o risco de osteonecrose do quadril?

Segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), entre os fatores de risco estão as lesões do quadril, como fraturas e luxações, o consumo excessivo de álcool, o uso de medicamentos corticoides e algumas doenças, entre elas a doença falciforme, o lúpus, a doença de Gaucher e a doença de Crohn.

Cada fator age de um jeito. A lesão pode romper os vasos que levam sangue à cabeça do fêmur. O álcool em excesso, segundo a AAOS, pode formar depósitos de gordura nos vasos. Já os corticoides, usados no tratamento de doenças como a asma e a artrite reumatoide, têm associação com a osteonecrose, embora o mecanismo exato não seja totalmente conhecido.

Quais são os sinais e como a doença evolui?

A dor no quadril costuma ser o primeiro sintoma, segundo a AAOS. Ela pode surgir na virilha ou no glúteo e aparece ao apoiar o peso, ao caminhar, subir escadas ou ficar em pé por muito tempo. Os sinais iniciais da osteonecrose de quadril podem ser discretos, e muitas pessoas só procuram ajuda quando o quadro já está mais adiantado.

Com a evolução, a dor pode aparecer também em repouso e à noite, e surgem rigidez e dificuldade para tarefas simples, como calçar meias ou sapatos. O ritmo da evolução varia de uma pessoa para outra.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa na consulta, com a história clínica, os fatores de risco e o exame físico do quadril. A radiografia mostra o colapso do osso nas fases adiantadas, enquanto a ressonância magnética pode detectar alterações precoces que ainda não aparecem no raio X, segundo a AAOS.

A osteonecrose do quadril tem limites que um texto não resolve. O estágio da doença, a área do osso afetada, o colapso da cabeça do fêmur e a idade pesam na escolha do tratamento, e só o exame clínico com a imagem mostra em que ponto o quadril está. Não existe um caminho único para todos.

A página sobre osteonecrose do quadril da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), em inglês, descreve as causas, os sintomas, o diagnóstico e as opções de tratamento.

A osteonecrose do quadril tem tratamento sem cirurgia?

Em fases iniciais, pode ter. Segundo a AAOS, medidas sem cirurgia, como anti-inflamatórios, ajuste das atividades e uso de muletas, podem ajudar a aliviar a dor e a retardar a evolução da doença. A escolha de qualquer medicamento é do médico, nunca por conta própria. Para entender como cada medida entra no plano, leia sobre os tratamentos iniciais da osteonecrose de quadril.

Quando a doença avança, o ortopedista discute a cirurgia, e a técnica depende do estágio. A descompressão do núcleo, em que se fazem um ou mais orifícios na cabeça do fêmur para aliviar a pressão no osso, e o enxerto de fíbula vascularizado, em que um segmento de osso da perna é transplantado junto com o seu suprimento de sangue, são técnicas descritas pela AAOS. Se a cabeça do fêmur colapsa, a artroplastia total do quadril, que substitui a articulação por uma prótese, passa a ser a opção discutida.

Quando procurar um ortopedista?

Procure avaliação quando a dor na virilha, no glúteo ou na lateral do quadril aparece ao apoiar o peso, continua em repouso ou atrapalha tarefas simples. O risco é maior em quem usa corticoide por tempo prolongado, bebe em excesso ou já teve fratura ou luxação no quadril. Dor súbita e intensa após uma queda pede atendimento de urgência.

Perguntas frequentes

A osteonecrose do quadril passa sozinha?

O osso que perdeu irrigação não costuma se recuperar sem acompanhamento, e a doença pode evoluir com o tempo. Por isso a investigação da dor persistente não deve ser adiada, e o ortopedista define o acompanhamento de cada caso.

Usar corticoide significa que vou ter osteonecrose?

Não necessariamente. O corticoide é um fator de risco, e não uma sentença. Quem precisa dele para tratar outra doença deve manter o uso conforme a prescrição e avisar o médico se surgir dor no quadril, para que a investigação comece cedo.

Quem tem osteonecrose precisa parar de se exercitar?

O ajuste das atividades faz parte do tratamento inicial, segundo a AAOS. Os movimentos que sobrecarregam o quadril costumam ser reduzidos, e o ortopedista orienta o que manter em cada caso. Para o cuidado com a alimentação, veja as dicas de nutrição no suporte ao tratamento.

Avaliação ortopédica do quadril em Moema

Se a dor no quadril persiste, ou se você reconhece em si algum dos fatores de risco descritos aqui, a avaliação ortopédica é o caminho para entender o que acontece no osso, com exame clínico e exames de imagem. Na consulta, o Dr. Gustavo Martins Fontes, ortopedista (RQE 64639) com foco em cirurgia de quadril, ouve a sua história, examina o quadril e explica as opções para o seu caso. O atendimento é em Moema, em São Paulo, e você pode agendar sua consulta pelo site. Leve os exames de imagem que já tiver.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639 · Área de atuação em Dor, RQE 646391