Quando a Cirurgia para Pubalgia é necessária?

Postado em: 01/09/2025

Dor na virilha que atrapalha os treinos, volta com o aumento da carga e reduz o desempenho pode indicar Pubalgia — uma síndrome que afeta adutores, tendões, articulações do quadril e a parede abdominal.

Quando a Cirurgia para Pubalgia é necessária
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Embora mais comum em atletas, também atinge corredores, praticantes de esportes recreativos e até pessoas sedentárias.

Na maioria dos casos, a pubalgia responde bem ao tratamento conservador, com fisioterapia especializada, reequilíbrio muscular e ajustes nos treinos.

Mas se a dor persiste por meses, mesmo com boa adesão à reabilitação, pode haver uma alteração estrutural que exige intervenção cirúrgica.

Neste artigo, explico quando a cirurgia é recomendada, como funciona o procedimento e por que um tratamento individualizado é essencial para retomar o movimento com segurança e qualidade de vida.

O que é pubalgia e por que ela se torna crônica?

A pubalgia é uma dor localizada na região do púbis e da virilha, que pode irradiar para os adutores, abdômen inferior ou quadril.

É comum em esportes que exigem movimentos explosivos, mudanças de direção, chutes e corridas, como futebol, lutas, atletismo e crossfit.

Apesar de frequente em atletas, pode atingir também pessoas que não praticam esportes. Alterações biomecânicas, postura inadequada, sobrecarga crônica e desequilíbrios musculares são fatores que contribuem para o surgimento do problema.

Principais sintomas:

  • Dor profunda na virilha, pior ao correr, chutar ou levantar-se;
  • Sensação de queimação ou peso no púbis;
  • Desconforto ao tossir ou espirrar;
  • Queda de desempenho e limitação nos treinos.

Esses sintomas tendem a evoluir de forma lenta e progressiva, sendo muitas vezes subestimados até se tornarem incapacitantes.

Causas comuns da pubalgia

As causas mais frequentes da pubalgia incluem:

  • Desequilíbrio muscular entre abdômen e adutores;
  • Sobrecarga mecânica repetitiva em esportes de impacto;
  • Impacto femoroacetabular (IFA) — quando há atrito anormal entre o fêmur e o acetábulo;
  • Lesão do labrum acetabular e tendinopatias crônicas;
  • Alterações anatômicas, como encurtamentos, assimetrias e fraquezas musculares.

Quando esses fatores não são corrigidos, a dor se instala de forma crônica e tende a reaparecer sempre que a intensidade dos treinos aumenta.

Quando considerar a cirurgia para pubalgia?

A cirurgia para pubalgia é indicada somente após o fracasso do tratamento conservador, que inclui:

Se, após 3 a 6 meses de tratamento, a dor persistir, é necessário investigar origens estruturais.

Sinais de alerta para indicação cirúrgica:

  • Dor contínua que limita atividades diárias e impede o retorno ao esporte;
  • Recaída dos sintomas sempre que o treino é retomado;
  • Lesões associadas identificadas em exames, como IFA ou rupturas tendíneas;
  • Queda de performance esportiva, especialmente em atletas de alto rendimento.

A indicação cirúrgica para pubalgia é baseada em critérios técnicos e personalizados, com avaliação clínica completa, testes funcionais e exames de imagem.

Se você enfrenta esses sinais, agende uma consulta para uma avaliação detalhada. Juntos, podemos definir o melhor caminho para sua recuperação e retorno às atividades físicas.

Exames para confirmar a necessidade de cirurgia

Alguns exames são fundamentais na avaliação da pubalgia resistente:

  • Ressonância magnética com protocolo específico para quadril e virilha;
  • Bloqueios diagnósticos com anestésico local para confirmar a origem da dor;
  • Avaliação biomecânica funcional realizada por fisioterapeuta;
  • Testes clínicos específicos em consultório.

Essas ferramentas ajudam a determinar o foco da dor com precisão e evitam intervenções desnecessárias.

Tipos de cirurgia para pubalgia

O tipo de cirurgia para pubalgia varia conforme a estrutura afetada. Entre as técnicas mais comuns, destacam-se:

1. Artroscopia do quadril

Procedimento minimamente invasivo, realizado por pequenas incisões com auxílio de câmera. Permite tratar o impacto femoroacetabular (IFA), corrigir lesões do labrum e melhorar o desempenho da articulação.

2. Reparo da parede abdominal ou dos adutores

Indicado em casos de ruptura ou sobrecarga entre o abdômen e a musculatura adutora — região conhecida também como hérnia do esporte.

3. Abordagem combinada

Utilizada quando há necessidade de intervir simultaneamente no quadril e na parede abdominal, tratando múltiplos focos de sobrecarga.

Como é a recuperação da cirurgia?

A maioria dos pacientes recebe alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte. A fisioterapia é iniciada precocemente, com foco no controle da dor, ganho de mobilidade e reeducação do movimento.

Prazos médios de retorno às atividades:

  • Atividades leves: 2 a 4 semanas;
  • Treinos moderados: 6 a 8 semanas;
  • Esportes de alto impacto: 8 a 16 semanas (casos selecionados).

Esses intervalos podem variar conforme o tipo de cirurgia, resposta individual e adesão ao plano de reabilitação.

Perguntas frequentes sobre pubalgia

1. Pubalgia e hérnia esportiva são a mesma coisa?

Não. A hérnia esportiva é um subtipo de pubalgia, relacionada à lesão da parede abdominal. Mas nem toda pubalgia envolve hérnia.

2. Qual esporte mais provoca pubalgia?

O futebol é o mais associado, mas a condição é comum também em corredores, lutadores, ciclistas e praticantes de crossfit.

3. Como saber se a dor vem do quadril ou da virilha?

Um exame clínico detalhado, aliado a exames de imagem e testes funcionais, ajuda a identificar com precisão a origem da dor.

4. Dá para prevenir a pubalgia?

Sim. Fortalecer o core, corrigir desequilíbrios musculares e ajustar a carga de treino são medidas eficazes de prevenção.

5. Posso tratar pubalgia apenas com fisioterapia?

Na maioria dos casos, sim. A fisioterapia especializada, com foco em reabilitação esportiva, costuma oferecer excelentes resultados.

6. A cirurgia da pubalgia tem bons resultados?

Sim, desde que bem indicada. As taxas de retorno ao esporte variam de 85% a 95%, especialmente quando a técnica cirúrgica e a reabilitação pós-operatória são adequadas.

Sua dor não deve ser ignorada

Se a dor na virilha está comprometendo seu rendimento, sua disposição ou até atividades simples do dia a dia, pode ser pubalgia — uma condição que tende a se agravar quando negligenciada.

Com uma avaliação precisa e um tratamento individualizado, é possível voltar ao esporte com segurança, confiança e autonomia.

Agende sua consulta agora mesmo e descubra qual é a melhor estratégia para superar a dor e retomar sua performance com qualidade de vida. Atendimento em Moema e Tatuapé.

Dr. Gustavo Martins Fontes
Ortopedia e Traumatologia – Cirurgia do Quadril
CRM-SP: 116.821 I RQE: 11551

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