FAQs sobre osteonecrose de quadril: perguntas comuns respondidas por ortopedista

Postado em: 21/11/2025

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Atualizado em 9 de outubro de 2026.

A osteonecrose de quadril é uma das causas mais frequentes de dor intensa e limitação nos movimentos dessa articulação. O problema ocorre quando o suprimento de sangue para o osso do quadril é interrompido, levando à morte das células ósseas e, com o tempo, ao colapso da cabeça do fêmur.

Embora o diagnóstico possa assustar, entender a condição, suas causas e os tratamentos disponíveis é fundamental para buscar ajuda no momento certo. 

A seguir, o Dr. Gustavo Fontes, ortopedista com foco em cirurgia do quadril, explica os principais pontos sobre a osteonecrose e esclarece as dúvidas mais comuns dos pacientes!

1. O que é a osteonecrose de quadril?

A osteonecrose de quadril, também chamada de necrose avascular do quadril, é uma condição em que ocorre a morte das células ósseas da cabeça do fêmur devido à falta de irrigação sanguínea adequada. 

Essa falta de fluxo de sangue leva à deterioração progressiva do osso, podendo causar deformidade e, em estágios mais avançados, artrose do quadril.

Essa doença pode afetar um ou ambos os quadris e é mais comum em adultos jovens e de meia-idade.

Quando não tratada precocemente, pode resultar em dor intensa e perda funcional significativa da articulação.

2. O que causa a osteonecrose de quadril?

Diversos fatores podem comprometer o fluxo sanguíneo do quadril e provocar osteonecrose. Entre as causas mais conhecidas estão:

  • O uso prolongado de corticosteroides;
  • O consumo excessivo de álcool;
  • Traumas (como fraturas ou luxações do quadril);
  • Doenças autoimunes ou hematológicas.

Condições como lúpus, anemia falciforme e diabetes também podem contribuir para o desenvolvimento da osteonecrose. 

Em alguns casos, a causa é considerada idiopática, ou seja, não é possível identificar um motivo específico.

3. Quais os sintomas da osteonecrose de quadril?

O sintoma mais comum é a dor na região do quadril ou da virilha, que pode irradiar para a coxa ou o joelho. 

Inicialmente, a dor surge apenas durante atividades físicas, mas com a progressão da doença, ela pode se tornar constante, inclusive em repouso.

Outros sintomas incluem rigidez articular, dificuldade para caminhar, claudicação (mancar) e redução dos movimentos do quadril, especialmente para girar a perna. 

Esses sinais indicam que o osso está sofrendo colapso e que há comprometimento da articulação.

4. Quais os riscos da osteonecrose de quadril?

A principal complicação da osteonecrose é o colapso da cabeça do fêmur, que leva ao desgaste e à deformidade articular. Quando isso ocorre, o paciente pode desenvolver artrose do quadril, uma condição progressiva que pode causar dor e limitação dos movimentos.

Além disso, a demora no diagnóstico pode dificultar os tratamentos menos invasivos, tornando necessária uma cirurgia de substituição da articulação, como a artroplastia total de quadril. 

Por isso, identificar o problema nas fases iniciais é essencial para preservar o osso e retardar a progressão da doença.

5. Como diagnosticar e tratar a osteonecrose de quadril?

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, como radiografia, tomografia e, principalmente, ressonância magnética, que detecta as alterações ósseas antes mesmo dos sintomas avançarem.

O tratamento depende do estágio da doença. Nos casos iniciais, podem ser indicadas medicações, fisioterapia, infiltrações e bloqueios de nervos para controle da dor. 

Já em casos mais avançados, pode ser necessária a artroscopia de quadril ou a artroplastia total de quadril, que substitui a articulação comprometida por uma prótese.

O Dr. Gustavo Fontes, ortopedista com foco em cirurgia do quadril e tratamento da dor, atua com abordagens personalizadas, voltadas à recuperação funcional e ao alívio da dor de cada paciente.

6. Quais são outras dúvidas frequentes sobre osteonecrose de quadril?

A osteonecrose tem cura?

Nos estágios iniciais, o tratamento pode retardar ou interromper a progressão da doença. Nos casos avançados, a cirurgia pode ser indicada para recuperar a função da articulação e aliviar a dor, conforme a avaliação de cada paciente.

A osteonecrose pode afetar os dois quadris?

Sim. Em muitos casos, a doença ocorre de forma bilateral, exigindo acompanhamento periódico de ambas as articulações.

A prática de atividades físicas pode piorar o quadro?

Atividades de impacto, como corrida ou esportes intensos, podem acelerar o colapso ósseo. O ortopedista orientará quais exercícios são seguros.

Como é a recuperação após a cirurgia de osteonecrose?

A recuperação varia conforme o tipo de procedimento. Em artroplastias, a reabilitação começa logo após a cirurgia, com apoio fisioterápico e retorno gradual às atividades.

É possível prevenir a osteonecrose de quadril?

A prevenção inclui evitar o consumo excessivo de álcool, controlar o uso de corticoides e tratar doenças que afetam a circulação sanguínea.

A osteonecrose sempre precisa de cirurgia?

Nem sempre. Quando diagnosticada cedo, pode ser tratada de forma conservadora, com monitoramento clínico e terapias para preservar o osso.

O uso de corticoides realmente aumenta o risco?

Sim. O uso prolongado e em altas doses pode alterar o metabolismo lipídico e comprometer o fluxo sanguíneo ósseo, aumentando o risco de necrose.

Onde buscar avaliação para osteonecrose de quadril?

O Dr. Gustavo Fontes atende em Moema, em São Paulo, com foco em tratamentos ortopédicos e cirurgias do quadril. As consultas podem ser agendadas pelo WhatsApp.

A osteonecrose de quadril é uma condição que requer atenção e diagnóstico precoce. A conduta depende do estágio da doença e de cada paciente, e a avaliação ortopédica ajuda a definir o caminho mais adequado.

Para entender o seu caso, agende uma consulta com o Dr. Gustavo.

Dr. Gustavo Martins Fontes
MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639

Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639 · Área de atuação em Dor, RQE 646391