Prótese de quadril: o que saber antes da cirurgia
Postado em: 14/04/2025

Atualizado em 9 de outubro de 2026. Texto de Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639.
Em resumo
A prótese de quadril substitui a articulação desgastada por componentes artificiais e costuma entrar em discussão quando a dor limita as atividades do dia a dia e o tratamento sem cirurgia não traz alívio. Pode ser total ou parcial, cimentada ou não cimentada, e a escolha depende de idade, atividade e estado do osso.
Neste artigo
Quem chega à consulta com a palavra prótese na cabeça costuma ter duas dúvidas: se a operação é mesmo necessária e como fica a rotina depois dela. As respostas dependem do seu quadril, mas existem pontos comuns que ajudam a se preparar para essa conversa.
Quando a prótese de quadril é indicada?
A substituição da articulação por uma prótese de quadril costuma ser considerada quando a dor e a rigidez comprometem a qualidade de vida e o tratamento sem cirurgia não traz alívio. Segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), pesam nessa conta a dor que limita as atividades do dia a dia, a dor que continua em repouso e o alívio insuficiente com anti-inflamatórios, fisioterapia ou apoios para caminhar.
Entre os quadros que levam a essa discussão estão a artrose de quadril em fase adiantada, também chamada de coxartrose, que desgasta a cartilagem e causa dor e perda de mobilidade; as fraturas do colo do fêmur, comuns em pessoas idosas; a necrose avascular, em que a interrupção do fluxo de sangue leva à deterioração do osso; e doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, que podem comprometer a articulação ao longo do tempo. Para entender como o desgaste é investigado, leia sobre o diagnóstico da artrose de quadril.
Quais são os tipos de prótese de quadril?
Os tipos variam em dois eixos: quanto da articulação é substituído e como o implante é fixado ao osso.
Prótese total ou parcial
Na prótese total, a cabeça do fêmur e o acetábulo são substituídos, o que é discutido nos quadros em que toda a articulação está comprometida, como na artrose. Na prótese parcial, só a cabeça do fêmur é trocada, e essa opção costuma entrar na conversa nas fraturas do colo do fêmur.
Fixação com ou sem cimento
Na prótese cimentada, o implante é fixado ao osso com um cimento ortopédico. Na não cimentada, a superfície porosa do implante permite a fixação natural ao osso. A escolha depende da qualidade do osso, da idade e do nível de atividade, e é uma decisão do ortopedista com o paciente.
A escolha da prótese é igual para todos os pacientes?
Não. Idade, nível de atividade física, grau de comprometimento da articulação, qualidade do osso e outras doenças entram na decisão. O material e o formato do implante influenciam a durabilidade, a mobilidade e o conforto depois da cirurgia, e por isso o tipo de prótese deve ser discutido na consulta, com as indicações, as expectativas realistas e as possíveis contraindicações.
A prótese tem limites e riscos. A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos descreve entre as complicações a infecção, que pode surgir até anos depois, os coágulos nas veias da perna ou da pelve e a luxação, quando a cabeça da prótese sai do encaixe, com maior risco nos primeiros meses. O ortopedista explica esses riscos antes da operação.
A página sobre artroplastia total de quadril da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), em inglês, detalha as indicações, as etapas da cirurgia e as complicações.
A recuperação depois da prótese de quadril é igual para todos?
Não. A recuperação tem etapas e muda de pessoa para pessoa. A internação hospitalar dura o tempo que a evolução pós-operatória pedir, e a fisioterapia começa logo depois da cirurgia, para fortalecer a musculatura e reeducar os movimentos. A AAOS descreve o exercício como parte essencial da recuperação.
No início, muletas ou andador ajudam a evitar sobrecarga no quadril operado. Também entram no cuidado diário a atenção à posição ao dormir e ao sentar e o cuidado de não cruzar as pernas, para reduzir o risco de deslocamento da prótese. O retorno às atividades é gradual: a liberação para dirigir, trabalhar e praticar atividade física depende da evolução e da orientação do ortopedista em cada caso.
Quando procurar um ortopedista?
Procure avaliação quando a dor no quadril limita as atividades do dia a dia, continua em repouso ou não cede com medicamentos, fisioterapia ou apoio para andar. Dor súbita e intensa após uma queda, com dificuldade de apoiar o peso na perna, pede atendimento de urgência, pois pode indicar fratura. Só o exame clínico e a imagem definem a causa.
Perguntas frequentes
A prótese de quadril dura para sempre?
Não há um prazo único. A durabilidade depende do material, da técnica, da qualidade do osso e dos cuidados do paciente, e o acompanhamento com o ortopedista continua depois da cirurgia.
A prótese de quadril é só para idosos?
Não. A idade é um dos fatores, junto com a condição da articulação, o nível de atividade e o estado de saúde. A fratura do colo do fêmur é comum em pessoas idosas, mas outras causas, como a necrose avascular, também podem levar à indicação.
É preciso fazer fisioterapia depois da cirurgia?
Sim. A fisioterapia começa logo após o procedimento e faz parte do tratamento, com plano definido pela equipe conforme a evolução de cada paciente.
Avaliação ortopédica do quadril em Moema
Se os tratamentos sem cirurgia deixaram de aliviar a dor e você quer saber se a prótese é uma possibilidade no seu caso, a consulta ortopédica é o ponto de partida. O Dr. Gustavo Martins Fontes, ortopedista (RQE 64639) com foco em cirurgia de quadril, avalia o seu quadril, revisa os exames e explica as opções, os riscos e a recuperação de cada uma. O atendimento é em Moema, em São Paulo, e você pode agendar sua consulta pelo site.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Dr. Gustavo Martins Fontes · MÉDICO · CRM-SP 116.821 · Ortopedia e Traumatologia, RQE 64639 · Área de atuação em Dor, RQE 646391
