Qual o melhor Tratamento para Pubalgia Crônica?
Postado em: 15/09/2025
Se você sente uma Dor Persistente na Virilha, especialmente ao caminhar, correr ou realizar movimentos mais intensos, é possível que esteja enfrentando um quadro de Pubalgia Crônica.

Embora seja comum em atletas, essa condição pode surgir também em pessoas que realizam movimentos repetitivos no trabalho ou na rotina doméstica.
Com os avanços da ortopedia, contamos hoje com tratamentos modernos e individualizados que oferecem alívio, mesmo em casos que se arrastam há meses e impactam profundamente a qualidade de vida.
A seguir, você vai descobrir as principais causas da pubalgia, os sintomas mais frequentes e quais são as opções terapêuticas mais eficazes atualmente — da fisioterapia especializada à cirurgia minimamente invasiva.
O que é pubalgia crônica?
A pubalgia crônica é uma condição marcada por dor persistente na região do púbis, virilha ou parte interna da coxa.
Essa dor costuma ser provocada por sobrecarga nas estruturas que conectam a pelve aos membros inferiores, especialmente os músculos adutores e o reto abdominal.
As origens mais comuns envolvem:
- Desequilíbrio muscular entre a região abdominal e os adutores;
- Movimentos repetitivos, como chutes, corridas e mudanças bruscas de direção;
- Fraqueza do core e instabilidade pélvica;
- Alterações biomecânicas nos quadris e na coluna lombar;
- Condições associadas, como o impacto femoroacetabular (IFA) ou a chamada hérnia do esporte.
Embora seja mais comum em atletas — especialmente em esportes como futebol, corrida, lutas, tênis e crossfit —, a pubalgia pode atingir também indivíduos que praticam atividades físicas recreativas ou executam esforços repetitivos no trabalho.
Principais sintomas da pubalgia crônica:
- Dor ou queimação na virilha, que piora com esforço físico;
- Dificuldade para caminhar, correr ou mudar de direção;
- Rigidez e desconforto ao se levantar ou virar na cama;
- Sensação de fraqueza nos músculos adutores.
Com o tempo, essa dor tende a se instalar de forma gradual e progressiva, podendo se tornar cada vez mais limitante — tanto fisicamente quanto emocionalmente.
Por que a dor da pubalgia crônica não melhora?
A pubalgia está relacionada frequentemente a um desequilíbrio muscular. Quando os músculos abdominais e adutores não atuam de forma coordenada, ocorre sobrecarga nas estruturas da pelve.
Isso gera microlesões repetitivas, que não cicatrizam e acabam desencadeando um quadro de inflamação crônica.
Sem um tratamento adequado, a dor pode evoluir para lesões tendíneas mais graves ou até para alterações estruturais, como o impacto femoroacetabular.
A dor voltou mesmo após repouso ou fisioterapia? Agende uma avaliação completa e descubra se é hora de ajustar seu plano de tratamento.
Minha abordagem no tratamento da pubalgia crônica
Utilizo um protocolo que combina experiência clínica, ciência atualizada e tecnologia de ponta, sempre priorizando um diagnóstico preciso antes de qualquer decisão terapêutica.
Etapas da avaliação:
- Exame físico detalhado, com testes funcionais e análise biomecânica;
- Exames de imagem, como ressonância magnética ou ultrassonografia, se necessário;
- Bloqueios diagnósticos, para identificar com precisão o foco da dor.
Com essas informações, defino um plano individualizado — que pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo da gravidade e dos objetivos do paciente.
Principais tratamentos para pubalgia crônica
1. Fisioterapia especializada
A fisioterapia é a base do tratamento da pubalgia crônica. Protocolos bem estruturados, com fortalecimento do core, dos músculos adutores e dos abdominais, podem resolver até 80% dos casos.
O programa deve incluir treinamento funcional, exercícios proprioceptivos e correção biomecânica, garantindo maior estabilidade e prevenindo novas lesões.
2. Medicamentos anti-inflamatórios
Utilizados para aliviar a dor em momentos de crise, mas sempre associados à reabilitação ativa. Não devem ser a única estratégia.
3. Infiltrações guiadas por imagem
Quando necessário, realizo infiltrações na sínfise púbica ou no quadril, utilizando corticoide ou ácido hialurônico. Esse procedimento ajuda a reduzir a inflamação, aliviar a dor e acelerar o retorno às atividades.
4. Cirurgia minimamente invasiva
Indicada quando os sintomas persistem por mais de 3 a 6 meses, mesmo após reabilitação adequada. O procedimento corrige lesões estruturais, libera tendões encurtados ou trata alterações ósseas no quadril.
Um exemplo é a artroscopia do quadril, que utiliza pequenas incisões e câmera de alta definição para visualizar e tratar a região. Por ser minimamente invasiva, proporciona recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e retorno antecipado à rotina.
5. Prótese de quadril (artroplastia)
Reservada para casos avançados ou quando há artrose associada. A decisão é baseada na análise clínica, exames de imagem e impacto da dor na qualidade de vida do paciente.
Quando a cirurgia para pubalgia crônica é indicada?
A maioria dos pacientes com pubalgia crônica melhora com tratamento conservador. No entanto, a cirurgia ortopédica pode ser a melhor alternativa nos seguintes casos:
- Dor persistente por mais de 6 meses, mesmo com fisioterapia especializada;
- Limitação funcional significativa para realizar atividades do dia a dia ou praticar esportes;
- Exames de imagem que mostram lesões estruturais, como rupturas ou IFA;
- Atletas de alta performance que precisam retomar o desempenho com segurança.
Está em dúvida se a cirurgia é o melhor caminho para o seu caso? Agende uma avaliação personalizada e receba um plano de tratamento com base nos recursos mais modernos para recuperar mobilidade, desempenho e qualidade de vida.
Por que escolher meu acompanhamento?
- Mais de 10 anos de experiência no tratamento de dores no quadril e pubalgia;
- Abordagem humanizada e baseada em evidências científicas;
- Tecnologia avançada para diagnóstico preciso, como ultrassonografia guiada e bloqueios diagnósticos;
- Acompanhamento integrado com fisioterapeutas parceiros de confiança;
- Plano de reabilitação personalizado, adaptado à sua rotina, com foco em funcionalidade e bem-estar;
- Atendimento em Moema e Tatuapé, com estrutura moderna e acolhedora.
Perguntas frequentes sobre tratamento para pubalgia crônica
1. Quanto tempo demora para o tratamento da pubalgia crônica fazer efeito?
Em média, a melhora significativa ocorre entre 6 e 12 semanas com reabilitação ativa. Casos mais crônicos ou atletas podem exigir protocolos mais longos.
2. A pubalgia crônica pode ser tratada sem cirurgia?
Sim. A maioria dos pacientes melhora com fisioterapia especializada, fortalecimento do core e, quando necessário, infiltrações guiadas por imagem.
3. Quando a cirurgia é realmente necessária?
A intervenção cirúrgica é indicada apenas quando a dor persiste por mais de 3 a 6 meses, mesmo após tratamento conservador adequado, ou quando os exames mostram lesões estruturais importantes.
4. Atletas se recuperam mais rápido?
Não necessariamente. Embora tenham melhor condicionamento físico, a exigência de performance pode tornar a reabilitação mais longa e personalizada.
5. O que acontece se a pubalgia não for tratada?
Pode causar lesões tendíneas, degeneração da cartilagem e até alterações no quadril, como o impacto femoroacetabular, tornando a recuperação mais difícil.
Volte a viver sem dor na virilha
Se a dor na virilha persiste mesmo após repouso, alongamentos ou uso de medicamentos, não ignore os sinais. A pubalgia crônica tem tratamento, e estou aqui para orientar você com conhecimento, ética e cuidado.
Agende sua consulta em Moema ou Tatuapé e descubra se o tratamento ideal para o seu caso envolve fisioterapia, infiltrações ou, apenas quando necessário, cirurgia.
Dr. Gustavo Martins Fontes
Ortopedia e Traumatologia – Cirurgia do Quadril
CRM-SP: 116.821 I RQE: 11551
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